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HPV - Vale a pena vacinar
postado na data de: 29/08/2013
A infecção pelo papiloma vírus humano (HPV) é considerado, atualmente a doença sexualmente transmissível mais comum. Estima-se que 70 a 80% das mulheres sexualmente ativas se infectarão com um ou mais tipos de HPV ao longo de suas vidas. A partir da década de 1990, se comprovou a associação com o HPV e o câncer anogenital.

Entre as patologias humanas causadas pelos HPVs que acometem a região genital, as mais frequentes são o condiloma acuminado (verruga genital) e o câncer de colo do útero, assim como suas lesões precursoras.

O condiloma é uma doença sexualmente transmissível extremamente frequente e de incidência em franca ascensão.

O Câncer cervical é hoje o segundo tipo de neoplasia mais frequente na população feminina brasileira, ocupando o primeiro lugar em alguns estados do Norte e Nordeste.

O HPV é encontrado em associação com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), sendo que cerca de 87% das pacientes infectadas pelo HIV têm também evidências de infecção pelo HPV.

Acredita-se que as lesões em mucosa causadas pelo HPV possam facilitar a transmissão do HIV.

Existem mais de 45 genótipos destes vírus (HPVs) que infectam a área anogenital, tanto em homens quanto em mulheres, que se associam a lesões benignas e cânceres invasivos. Os vírus que infectam a área genital são classificados em tipos de HPV de baixo risco e de alto risco oncogênico. Assim, temos:


:: TIPOS DE HPVs ::

1) HPV de baixo risco: São os causadores das lesões hiperproliferativas benignas, incluindo as displasias leves (neoplasias intraepitelial cervical grau I (NC1), verrugas genitais e papilomatoses de laringe.
Os HPVs 6 e 11 causam 90% das verrugas genitais e 12% das lesões NIC 1.

2) HPV de alto risco: São os causadores de câncer, principalmente em colo de útero, mas também em vulva, vagina, pênis, ânus, orofaringe e laringe. Desse grupo os mais comuns são: 16, 18, 31, 45. Aproximadamente 70% dos casos de câncer cervical no mundo são causados pelos tipos 16 e 18, e são também responsáveis por 35% das lesões pré cancerosas de baixo grau de colo de útero (NIC 1). Os outros dois tipos, 31 e 45, são responsáveis por cerca de 5% cada, de câncer de colo de útero.
QUADRO CLÍNICO

A maioria das infecções é assintomática ou inaparente.

No colo do útero pode apresentar-se clinicamente ou sob forma subclínica, visível apenas sob técnicas especiais. Não se conhece o tempo que pode permanecer nesse estado. Não é possível estabelecer o intervalo entre a contaminação e o aparecimento das lesões que pode ser desde semanas até décadas. O vírus pode permanecer em latência e após esse período originar novas lesões.

Os condilomas, dependendo da localização anatômica e do tamanho, podem ser dolorosos, friáveis e ou pruriginosos. Podem ser únicos ou múltiplos e de tamanho variável. No homem, são mais freqüentes na glande, sulco bálano-prepucial e região perianal, enquanto na mulher podem aparecer em vulva, períneo, região perianal, vagina e colo.


:: TRATAMENTO ::

Existem várias modalidades de tratamento que se limitam a remover o tecido doente ou reforçar o sistema imunológico do paciente. Não há evidências de que os tratamentos atualmente disponíveis erradiquem o vírus ou afetam a história natural pelo HPV.

Ressalta-se que a eficácia do tratamento dos condilomas mesmo com várias opções, é limitada, as recorrências são freqüentes e há sempre o risco do tecido ao redor da lesão estar também contaminado. Felizmente para lesões pré-neoplásicas, o êxito do tratamento é bem maior.


:: VACINAS ::

No Brasil, estão licenciadas pela Anvisa as seguintes vacinas contra HPV

1) Vacinas contra HPV oncogênico (16 e 18, recombinante, com adjuvante ASO4) – Laboratório GlaxoSmithKline – GSK
2) Vacina quadrivalente recombinante contra papilomavírus humano (tipos 6, 11, 16 e 18). Laboratório Merck Sharp & Dohme - MSD


:: VACINA CONTRA HPV ONCOGÊNICO – 16 e 18 (GSK) ::

Em 2010, a vacina bivalente (2 tipos oncogênico 16 e 18), conhecida internacionalmente como CERVARIX foi aprovada pela Food and Drugs Administration (FDA) para prevenção de câncer e lesões pré-cancerosas associadas aos HPVs 16 e 18 para meninas e mulheres de 10 a 25 anos. Encontra-se atualmente licenciada em mais de cem países, em alguns desses para mulheres até 45 anos de idade. Está disponível no Brasil desde 2008.

Indicação:

Atualmente está indicada em mulheres a partir de 9 anos para prevenção de eventos que podem evoluir para o câncer cervical, incluindo infecções incidentes e persistentes, anormalidades citológicas, incluindo células escamosas atípicas de significância indeterminada e neoplasia intraepitelial cervical (NIC), NIC 1 e lesões pré-cancerosas (NIC2 e NIC3) causadas por Papilomavírus Humanos (HPV) oncogênicos tipos 16 e ou 18 infecções incidentes e persistentes causadas por Papilomavírus Humanos (HPV) oncogênicos tipos 31 e 45.

Proteção Cruzada:

Estima-se que a proteção cruzada contra tipos não contidos na vacina, principalmente os tipos 31,33 e 45 possam representar uma proteção adicional de 11 a 16% em relação à prevenção que a vacina pode conferir para os HPVs 16 e 18.

Posologia:

O esquema de vacinação consiste de três doses de 0,5ml aplicadas via intramuscular na região deltoide a serem administradas no seguinte esquema:

Primeira dose: Data a ser escolhida
Segunda dose: 1 mês após primeira dose
Terceira dose: 6 meses após primeira dose

Armazenamento:

A vacina deve ser mantida em refrigerador, com temperatura entre 2 graus a 8 graus, não devendo ser congelada.


:: VACINA QUADRIVALENTE RECOMBINANTE CONTRA PAPILOMAVÍRUS HUMANO TIPOS 6, 11, 16, 18 (MERCK) ::

A vacina quadrivalente recombinante contra HPV tipos 6, 11, 16 e 18, internacionalmente conhecida como gardasil já foi aprovada e licenciada em mais de 120 países. Em julho de 2006 foi aprovada pelo FDA para utilização em meninas e em mulheres de 9 a 26 anos.

Os Tipos virais contidos na vacina quadrivalente são responsáveis por cerca de 70% das neoplasias anogenitais (HPV 16 e 18) e aproximadamente 90% das verrugas genitais (HPV 6 e 11).

A vacina quadrivalente recombinante contra papilomavírus humano (tipos 6, 11, 16 e 18) é uma vacina (injeção) que ajuda a proteger contra as seguintes doenças causadas pelo papilomavírus humano tipos 6, 11, 16 e 18:

Câncer de colo do útero (câncer da parte inferior do útero);
Lesões do colo do útero anormais e pré-cancerosas (alterações nas células do colo do útero que têm risco de se tornarem câncer) detectadas no exame de Papanicolau;
Verrugas genitais;
Câncer da vagina e da vulva (referente à parte externa da genitália feminina);
Infecção por HPV.

Proteção cruzada:

Acredita-se que a proteção contra outros tipos de HPV de alto risco não contidos na vacina possa aumentar o impacto da vacina quadrivalente na prevenção do colo de útero.

Indicações:

A vacina quadrivalente recombinante contra papilomavírus humano (tipos 6, 11, 16 e 18) é recomendada para meninas e mulheres com 9 a 26 anos de idade e para meninos e homens de 9 a 26 anos de idade (desde maio de 2011 a Anvisa liberou o uso da vacina HPV quadrivalente em meninos e homens de 9 a 26 anos ).

A vacina quadrivalente recombinante contra papiloma vírus humano (tipos 6, 11, 16 e 18) é indicada para a prevenção das seguintes condições causadas pelos HPV 6,11,16 e 18:

Neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) de grau 1
Verrugas genitais (condiloma acuminado)
NIV de grau 1 e NIVa de grau 1
Infecção por HPV

Contra Indicações:

Hipersensibilidade aos princípios ativos ou a qualquer dos excipientes da vacina. As pessoas que desenvolvem sintomas indicativos de hipersensibilidade após receber uma dose da vacina quadrivalente recombinante contra papilomavírus humano (tipos 6, 11, 16 e 18) não devem receber outras doses.

Precauções:

A vacina deve ser administrada por via intramuscular na região deltóide da parte superior do braço ou na região anterolateral superior da coxa.

A vacina deve ser usada conforme fornecida; não é necessário diluir ou reconstituir. Deve-se usar a dose total recomendada da vacina.

Posologia:

A vacina quadrivalente recombinante contra papilomavírus humano (tipos 6, 11, 16 e 18) deve ser administrada por via intramuscular em três doses separadas de 0,5 ml, de acordo com o seguinte esquema:

Primeira dose: em data a escolher
Segunda dose: 2 meses após a primeira dose
Terceira dose: 6 meses após a primeira dose

Reações Adversas:

As reações adversas mais frequentemente relatadas por indivíduos que receberam a vacina HPV quadrivalente recombinante contra papilomavírus humano (tipos 6, 11, 16 e 18) e a frequência observada foram: locais – dor: (81,3%), inchaço (24,2%), hemorragia (3,2%), e prurido (2,7%); sistêmicas – febre (10,1%).

Interações Medicamentosas:

Esta vacina deve ser administrada com cuidado as pessoas com trombocitopenia ou qualquer distúrbio de coagulação porque pode ocorrer sangramento após administração intramuscular nessas pessoas.

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Fontes:

Disponível em www.cdc.gov/vaccines/

Giuliano A, Palefsky J, Goldston S, Moreira E et al. Efficacy of Quadrivalent HPV Vaccine against HPV Infection and Disease in Males. New England Journal of Medicine, 2011, 364 (5): 401-411.

Schwarz TF, Spacynski M, Schneider A, et al. Immunogenicity and torability of na HPV-16/18 ASO4- adjuvante prophylactic cervical câncer vaccine in women aged 15-55 years. Vaccine. 2009;27:581-587.


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